Clube da Borboleta: Histórias de Mães e Filhas


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Caras seguidoras e seguidores do ViCkNeWs.

Iniciando este mês de maio, fiz uma proposta em um grupo da internet formado basicamente de mães, o CLUBE DA BORBOLETA (https://www.facebook.com/clubedaborboleta?fref=ts), criado pela fotógrafa Fabiola Medeiros no qual sou uma das  moderadoras, de fazermos posts homenageando as mães e as filhas do grupo.

Começando pelas moderadoras para incentivar a todas as mães do grupo a contar um pouco de suas histórias, como mães ou como filhas.

As moderadoras  Viviani Bianchi (http://www.blogbelavi.com) e  Camila Andrade (http://www.blogcamilaandrade.com.br/) também estarão postando as histórias das “Borboletas” do Grupo em seus blogs.

Esta é a história da Bianca, uma das moderadoras de nosso grupo

Confiram:

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“O que eu posso dizer sobre ser mãe??? Difícil reduzir a palavras sentimentos tão “simplesmente complexos”. Difícil expressar em símbolos algo que somente se expressa por atos. Ser mãe não é algo que se resume, é algo que se prolonga. Não é algo que se narra, é algo que se vive. No meu caso, algo que se vive e revive intensamente de quatro formas bem diferentemente delineadas, individualmente consideradas, cada forma com sua carinha, com seu jeitinho, com sua autonomia e sua dependência. Minha primeira forma de ser mãe nasceu com a Thaís, há quinze anos atrás. Eu era uma menina brincando de ser mãe, mas o fiz com tamanha propriedade que eu mesma me espantei! Como uma menina de 18 anos seria capaz de amar e de cuidar de outro serzinho com um amor que transcendia a própria existência? Como uma menina recém saída da adolescência seria capaz de abdicar de tudo e qualquer coisa em favor de outra pessoa sem sentir-se minimamente usurpada por essa condição? Como uma menina cheia de sonhos e metas poderia, de uma hora pra outra voltar todo foco para uma outra pessoa sem nenhum sentimento de frustração?

Era então que nascia uma mãe!

Um ser estranho que substituiu a menina de 18 anos por uma mulher completamente apaixonada pelo dom de ser mãe! E foi assim, sorrateiramente que a Thaís, minha primogênita me apresentou para o tão falado “maior amor do mundo”. Minha florzinha, meu primeiro verdadeiro amor! A primeira de quatro faces do amor que me fez descobrir meu melhor e mais completo dom: o de ser mãe!

E três anos depois, em meio a trancos e barrancos, um casamento praticamente desfeito, uma família não perfeitamente consolidada que me vi gestando quem seria a peça que faltava para o meu quebra cabeças: Carol, a menina-coração! Ela veio enviada por Deus para me dar fôlego e coragem para a nova etapa! Veio porque foi à partir dela que tive certeza de que eu tinha ali, em mim, nela e na Thaís, uma família solidamente constituída. Tinha tudo o que precisava pra passar uma vida! Tinha A MINHA FAMÍLIA e não importaria, dai pra frente, quem entraria ou quem sairia da minha vida, desde que não abalasse essa estrutura.

Contando hoje com 12 anos, ela é um coração com beicinho e perninha. Uma menina alegre, viva, cheia de energia e boas vibrações! Ficou muito clara a mensagem de Deus pra mim quando permitiu que esse anjinho do céu me escolhesse como mãe. Ele estava me mostrando que não importa o tamanho da ruína contextuas que te cerca, quando se tem uma família, sempre haverá motivo para erguer-se e seguir em frente! E assim seguimos. Veio a separação, que já estava se arrastando desde o casamento, e nos seguimos, nos três, uma família completa e sólida! Nos descobrimos, nos amamos, nos aproximamos, nos divertimos. Sempre muito unidas, exatamente como o quadro que Deus pintou pra mim! Mas todo ser humano sente falta de uma companhia e eu reencontrei o Matheus, o pai da outras duas faces do meu maior amor do mundo. Reencontrei porque já nos conhecíamos. Somos primos e nos “conhecemos” pela primeira vez, quinze anos antes de nos descobrirmos como casal, mas, àquele tempo, cada um seguiu seus planos e por uma razão que só Deus pode explicar, nossos planos convergiram e nos encontramos para, mais uma vez ficar claro que ELE resolveu me dar bênçãos em forma de filhos e que cada uma dessas bênçãos teria uma função bem delineada na minha vida. Logo no início do nosso relacionamento, quando decidimos morar juntos, eu engravidei da princesa Antonella! Há três anos essa figurinha carimbada me escolheu como mãe! Escolheu a dedo!!! Deve ter dito pra Deus: “quero descer naquela barriga porque tenho muito a ensinar pra ela! ” e o Papai do Céu, sábio que é, jamais contestaria a inteligência e a sabedoria de uma criança. E ela veio! A linda Antonella! Veio consolidar mais uma vez esse sentimento de família. Veio pra trazer uma alegria sem precedentes! Veio pra agitar o clima que estava morno. Para alegrar aquelas noites em frente à TV. Com uma doçura peculiar, e uma perspicácia sem tamanho, ela dobra qualquer um com o olhar. Uma criança tão especialmente amorosa, que as vezes me faz chorar com palavras que mais parecem saídas de um adulto que de um “bebê”. Essa linda princesa- sim, uma verdadeira princesa- nos faz, a todos nós, parar o que estivermos fazendo para observar seu show particular, porque ela é sempre um show. Um show em cada atitude. Ficou muito clara sua missão na minha vida: veio reacender o espírito de família, e não só e simplesmente de família, mas de família fisicamente unida. Unida em torno do tapete da sala pra vê-la brincar, unida à mesa de jantar ao invés do jantar na bandeja em frente à televisão, unida em solidariedade, unida em tradição. Fez as irmãs experimentarem o gostinho de cuidar de um bebê que não tem uma chuca na cabeça e cheirinho de talco sintético, nem vem na caixa com sapatinho extra e um peniquinho. Experimentaram o gostinho de cuidar de um bebê de verdade, que chora e acorda de madrugada, mas que, quando abre o primeiro sorriso e chama pelo nome (ainda que seja o nome que ela inventou- tatá e naná) faz chorar de emoção! Foi assim que a Antonella entrou na nossa vida! Como o marco de uma nova fase, de um novo sentido de família, ligada também pela tradição. E não demorou muito pra Deus, esse fanfarrão, me “abençoar” de novo e, quando a Antonella estava com três meses, mais um anjinho lá do céu olhou pra baixo e me escolheu como mãe, e pensou, deixa eu aproveitar que essa barriga ainda não murchou e descer logo pra não ficar passando aperto lá dentro! E lá veio ele. Veio o meu hominho, meu encanto, meu filho querido, o único entre as mulheres, Bernardo! E veio no susto! É… Porque quem planeja engravidar três meses depois de ter um filho? Pois bem! Ele veio, mas meu corpo não aceitou muito bem a escolha dele. Tive um descolamento de placenta às 17 semanas de gestação e sangrei muito. Perdi uma parte considerável de placenta e rezei! Rezei pra que Deus mantivesse essa benção porque apesar do susto, apesar do despreparo do meu corpo para mais uma gestação, meu coração já estava com um lote a mais reservado pra ele e aquele espaço não poderia ser preenchido por ninguém mais! E depois desse forma mais três descolamentos apesar do repouso absoluto. Um susto atrás do outro. Mas ele já tinha me escolhido e não ia arredar o pé! Manteve-se firme e forte agarrado à minha barriga para vir ao mundo e cumprir seu propósito: ser meu primeiro filho homem! E veio lindo. Meu Deus, como ele é lindo. E como já diz-se por tradição, menino é agarrado na mãe, e bota agarrado nisso! Carinhoso como ninguém. Do meu tipo de homem- gosta de contato físico! Abraça, beija, aperta, paquera! Nunca pensei que pudesse me apaixonar tanto por um homem como sou apaixonada pelo meu filho! A quarta face do meu amor. Veio pra fechar um ciclo. Para provar que filho é filho! Seja homem, seja mulher, a gente ama e simplesmente ama. Não tem distinção. É amor, incondicional, despretensioso, ilimitado! Meu filho lindo, guerreiro, que insistiu em me ter como mãe, me mostra todos os dias que o abraço apertado cura todas as angústias porque quando ele me abraça, vejo todos os problemas saindo da minha cabeça e percebo que tenho muito mais coração do que intelecto porque sou movida por amor. É… Taí o que posso falar de ser mãe: Mãe é um ser cujo único combustível efetivo é o amor! E já sei também o que posso falar de Deus: -” Deus, se quiser me dar mais uma benção, dessa vez, me dá dinheiro, porque de filho já to cheia!” Hehehe”

Bianca Laguna.

Secando as lágrimas aqui Bi, que linda é a vida né?

Separem os lencinhos leitoras, pois vem muito mais por ai.

Aguardem os próximos posts das mães e das filhas  do Grupo CLUBE DA BORBOLETA

 

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