Moda: Tory Burch no Brasil


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Meninas, muito Top  esta estilista americana, Tory Burch.

Confiram a matéria realizada pela ELLE durante sua passagem pelo Brasil onde ela contou detalhes sobre o sucesso de sua marca e revelou alguns de seus planos para o futuro.

 

“Oito anos foram suficientes para que Tory Burch construísse uma grife de renome e um negócio milionário no mundo da moda. A designer americana, natural de Valley Forge, próximo à Filadélfia, mudou-se para Nova York e fundou sua marca homônima em 2004, após trabalhar com grandes nomes da indústria como Ralph Lauren e Vera Wang.
Em menos de uma década, ela já contabiliza mais de 1.000 pontos de venda, espalhados em cerca de 24 países ao redor do mundo. Roupas e acessórios – entre sapatos, bolsas, óculos, joias, chapéus e até artigos para iPhone – integram o extenso leque de produtos da grife, que apresenta suas coleções durante a Semana de Moda de Nova York.
Aproveitando o bom momento de expansão internacional da marca, a estilista desembarcou no Brasil nessa quarta-feira, 3 de outubro. Tory veio ao país para conhecer suas duas lojas (ambas em São Paulo, nos shoppings Iguatemi e JK Iguatemi) e para apresentar a coleção de verão 2013 em evento badalado para 600 pessoas. Depois, ela segue para o Rio de Janeiro – onde abre novo ponto de venda em breve. Atenciosa, Tory recebeu a equipe de ELLE para uma entrevista exclusiva no Hotel Emiliano. Confira nosso bate-papo com a designer:

DIVULGAÇÃO/NOA GRIFFEL

É sua primeira vez no Brasil. O que lhe chamou atenção no mercado nacional?
Mesmo sem conhecer o país, sempre adorei o Brasil. É um lugar muito vibrante! Já estive algumas vezes na América do Sul, mas nunca aqui. Começamos a pesquisar quem estava comprando nossas roupas em Nova York e Miami e muitas clientes eram brasileiras. Vimos que elas se identificavam com as nossas coleções. Então, pensamos que seria um ótimo lugar para construirmos a marca.
Como avalia o estilo das mulheres brasileiras?
Vocês me parecem sofisticadas e cosmopolitas, são muito estilosas e se importam com moda. Estou surpresa como a cidade [São Paulo] é grande, me lembra Nova York.
Você pretende inaugurar novos pontos de venda na América do Sul?
Nós queremos! Planejamos abrir mais uma loja em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Queremos aprender sobre o mercado e estamos abertos a novas oportunidades em todo continente. Acredito que o Brasil é um ótimo ponto de partida.
A sapatilha Reva é um best-seller da marca em todo mundo. Na sua opinião, por que ela faz tanto sucesso?
Além de carregar o nome da minha mãe [Tory batizou o modelo de Reva em homenagem à mãe], acho que o sapato une conforto, estilo e um bom preço. Ela tem um valor justo e é superconfortável. Procuramos aperfeiçoá-la ao longo dos anos e também nos preocupamos com sua distribuição. Queremos que as mulheres tenham acesso às sapatilhas em todo mundo, mas não popularizá-las.
Qual é a sua relação com os acessórios da grife?
Desenvolvo-os com a ajuda de uma equipe de aproximadamente 14 profissionais. Pessoalmente, sou apaixonada por acessórios. Sou a diretora criativa de todas categorias da marca, então estou envolvida em tudo. Mas tenho um time maravilhoso que me ajuda.
As estampas são outra marca registrada da grife. Como é o processo de criação delas?
A inspiração vem de todos os lugares, mas não desenhamos todas as padronagens, algumas delas compramos de amostras antigas. Pode vir de uma exposição de arte, uma parede no Marrocos ou na Índia… Procuramos algo que amamos e o alteramos, mudamos a cor, lhe damos uma nova cara. Quando olho para estampas vintage, às vezes as acho vintage demais. Por isso, queremos modernizá-las, torná-las mais relevantes para o momento atual.
Você está sempre viajando atrás destas referências?
Eu amo viajar. Adoro o fato de sermos uma marca americana, mas também queremos ter um ponto de vista global. A inspiração vem de países de todo o mundo, é uma grande parte de quem somos.

DIVULGAÇÃO/PATRICK DEMARCHELIER

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Você já trabalhou com outros grandes estilistas como Ralph Lauren, Vera Wang e Narciso Rodriguez. Como eles influenciaram seu trabalho?
Aprendi muito com cada um deles e cada experiência foi muito diferente. Com Ralph, foi mais focada em branding e relações públicas. Fiquei exposta a diferentes áreas da empresa, então aprendi muito sobre lifestyle. Já com a Vera, foi no momento de transição entre suas coleções de noivas e o ready-to-wear. E, para mim, Narciso é um mestre da técnica. Ele é muito interessado em design e caimento e era maravilhoso vê-lo trabalhar. Cada lugar me ofereceu um ponto de vista diferente. Eu digo aos jovens: seu emprego pode não ser o emprego perfeito, mas você sempre aprende algo.
Como você explica o enorme sucesso da grife apenas oito anos depois de seu lançamento?
Primeiramente, é uma surpresa! É algo que eu nunca imaginei. Mas o sucesso está ligado ao nosso time, estou cercada de pessoas incríveis. Nossa cultura também colaborou, somos uma ótima companhia para trabalhar. Acredito que quando você tem um bom ambiente de trabalho e as pessoas são felizes, isso permite que os profissionais explorem ao máximo sua capacidade criativa. E, claro, nosso logo e nossos produtos. Estamos sempre nos esforçando para oferecer itens lindos pelo menor preço possível.
Acha importante que as celebridades vistam suas roupas [Nomes como Emily Blunt, Michelle Obama, Blake Lively e Hilary Swank já foram clicadas usando peças da estilista]?
É muito importante. É algo que não pensávamos muito no começo, sou tímida para dar e ficar oferecendo minhas roupas. Mas sinto que somos sortudos quando alguma celebridade usa uma de nossas criações, elas têm muitas opções disponíveis. Temos um retorno incrível com isso. As mulheres trazem fotos de famosas nas revistas, procurando as peças que elas estão vestindo.
Esta relação influencia o processo criativo da marca?
Acredito que não. Espero que elas gostem do que estamos fazendo, mas não é nossa principal preocupação. Queremos criar uma coleção linda com a qual elas se identifiquem.
Quais são os planos da marca para o futuro?
Vamos lançar uma fragrância e uma linha de maquiagem em setembro de 2013. Estamos abrindo novas lojas no Oriente Médio e em outros lugares do mundo, o que é muito bacana. Vamos continuar trabalhando nos produtos que temos, mas também pensamos em criar outras linhas, como uma de relógios.
Como surgiu a ideia de criar a Tory Burch Foundation?
Surgiu logo que fundei a empresa. Pensava que, se conseguisse criar uma empresa de sucesso, eu queria criar uma fundação também. Nosso trabalho é para a valorização da mulher através da orientação e do financiamento. É algo incrível que já faz parte do DNA da nossa marca.
Qual a influência dos seus pais [Reva Robinson e Buddy Robinson] no seu trabalho?
Meu pai já faleceu, mas ele tinha o melhor estilo do mundo. Ele deveria ter sido estilista, já que tinha um cuidado minucioso com os detalhes e desenhava as próprias roupas. Meu pai era muito vaidoso, o chamávamos da dândi. Eu era muito moleca quando jovem, não me interessava por moda. Estava sempre brincando ou praticando esportes. As produções glamourosas dos meus pais me influenciaram muito.”

Fonte: modaspot.com

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