MODA: Resumão SPFWTRANSN42

O que dizer da edição do SPFWTRANSN42?
Eu diria : DIFERENTE!

Bem mais enxuta e com um line-up enxugado; com a confusão entre gente que já fez o see-now buy-now e quem desfilou o outono-inverno 2017 (e mil variações entre esses dois modelos); com os desfiles externos que são uma delícia mas ao mesmo tempo demandam muito tempo de deslocamento numa cidade cheia de trânsito

Gloria Coelho nos leva pra Escócia – mas isso é apenas mais uma viagem pra mostrar o quanto ela é precisa, contemporânea, fiel à sua estética e cheia de ideias.

A passarela do SPFW nunca mais será a mesma depois da passagem da Lab de Emicida e Fióti por ela – porque o empoderamento é em 360º por aqui, dos donos da marca até quem desfila e quem vai comprar!

Vitorino Campos faz uma moda tão envolvente, tão fresca e de qualidade – dessa vez ele pega o sexo e sutilmente faz a sua passarela ficar sensorial, táctil, saborosa

Ronaldo Fraga faz um desfile só com mulheres trans, fato inédito no SPFW, e não só dá visibilidade pro assunto como instiga o acolhimento, respeito e a beleza, a dor e a delícia de ser quem se é.


Mas o saldo, entre chuvas fortes e um solzão (típicos de Sampa City onde vc sai de vestido e o vento gelado te obriga a sar aquela pachimina que vc TEM que levar na bolsa), é que esta edição na tenda do Ibirapuera lotadérrima foi uma resposta pra crise com criatividade em alta voltagem mais belas e energizantes surpresas.

Assistimos uma galera que tá ligada e antenada com o que está acontecendo e reagindo a esses estímulos, e também criadores que nos mostraram imagens de moda frescas e empolgantes.
Cenas que vão ficar na nossa memória pelos próximos 6 meses, até a próxima edição.

E com certeza, estarei lá novamente para ver tudo de perto.
Porque, com crise ou sem crise, a moda nunca para!
Fotos:
Site LilianPacce





















